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Os planos A, B e C de Eduardo Campos

Política - É boa a situação do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, do PSB, segundo a análise do colunista político Luiz Carlos Azedo, do Correio Braziliense. Hoje, ele seria uma peça estratégica para o PT, para a presidente Dilma e para o ex-presidente Lula. O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que ontem se reuniu, no Rio de Janeiro, com militantes e a bancada federal da legenda, resolveu pegar leve com a presidente Dilma Rousseff, no momento em que ela mais enfrenta dificuldades políticas. Ao contrário da oposição, que foi para cima do governo, Campos resolveu manter azeitados os canais de comunicação com o Palácio do Planalto, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com os aliados do PT.
Campos sempre avaliou que a gestão da crise econômica deveria ser a agenda prioritária do governo Dilma, este ano, e não a antecipação da campanha eleitoral. Mas, diante da eclosão das ondas de protestos, que ainda varrem o país, e do agravamento da situação econômica, o governador de Pernambuco resolveu pisar em ovos, contra o senso comum de que seria a hora de partir para a ofensiva. Por quê? Ora, foi aconselhado por Lula a não queimar os navios com o governo Dilma nem com o PT.
Como para bom entendedor um pingo é letra, o presidente do PSB trabalha com três cenários: em um deles, como candidato a presidente da República, poderia ser o Plano B de Lula, caso a presidente Dilma Rousseff seja levada de roldão na campanha de reeleição; no outro, poderia ser o vice da situação, no lugar de Michel Temer, se a crise de Dilma com o PMDB tornar-se um rompimento; a terceira hipótese seria no caso de Dilma desistir da reeleição, e Lula ser o candidato do PT, com Campos para vice. Tudo o que ele não quer é virar inimigo de Lula.

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