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Convenções definem futuro de Aécio e Campos no Rio

Politica - Duas convenções partidárias devem definir neste fim de semana o futuro das alianças no Rio de Janeiro do PSDB e do PSB, etapas fundamentais para a configuração das candidaturas presidenciais do senador Aécio Neves e do ex-governador Eduardo Campos. Os dois partidos têm pouca força no Rio, sem capacidade de entregar uma base de apoio capilarizada aos presidenciáveis no terceiro maior colégio eleitoral do país. Embora o tempo de propaganda na televisão e no rádio dependa de alianças nacionais, o arranjo regional vai determinar qual será o potencial fluminense de cabos eleitorais, atos de campanha e exposição em material publicitário de candidatos aliados.
Neste sábado, o PSB se reúne na sede do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, no Centro do Rio, para que os delegados partidários decidam sobre a proposta do comando regional de aderir à campanha ao governo do Rio do senador Lindbergh Farias (PT) em uma coligação majoritária com o PT. No domingo, o PSDB faz encontro na Câmara Municipal do Rio de Janeiro e uma delegação também terá o poder de decidir se os tucanos integram uma aliança majoritária com o PMDB no Estado para apoiar a reeleição do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB). 
Na prática, no entanto, as decisões sobre coligações devem ser apenas protocolares. Os delegados devem repassar a palavra final à executiva estadual de cada diretório. Isso permite que os diretórios apresentem um posicionamento até o dia 30 de junho, data-limite pela Justiça Eleitoral para realização de convenções. As reuniões partidárias de PSDB e PSB devem servir apenas para que as delegações confirmem os nomes dos candidatos a deputado federal e deputado estadual. 
Romário - No caso do PSB, a convenção deve oficializar a candidatura do deputado federal Romário ao Senado, na chapa com Lindbergh Farias (PT) para governador e Roberto Rocco (PV) para vice-governador. O partido desistiu de ter candidatura própria. Eduardo Campos prometia apoiar a pretensão do deputado federal Miro Teixeira (Pros) de concorrer ao governo fluminense, mas Teixeira desistiu da empreitada na quinta-feira passada.
"Estamos preocupados em fazer uma boa bancada no Congresso. Temos certeza que essa proposta de coligação será acolhida na convenção", afirmou o vice-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral.
Mesmo a candidatura ao Senado de Romário, maior cabo eleitoral do partido no Rio, ainda é abalada por dissidências. Integrantes do PSB, como o ex-deputado federal Vladimir Palmeira, defendiam que o ex-jogador de futebol tentasse reeleição à Câmara dos Deputados, para puxar votos para a bancada. De acordo com o deputado federal Glauber Braga, vice-presidente do PSB no Rio, essa tese é defendida por um grupo pequeno de filiados e a candidatura de Romário a senador vai ser confirmada. 
Os tucanos ainda devem adiar para os próximos dias a aguardada decisão sobre uma coligação majoritária formal com o PMDB. A cúpula regional do PSDB promete obedecer o acerto de Aécio com os Democratas. No Rio, os tucanos estão divididos entre entregar o tempo de propaganda de TV e rádio para a candidatura do ex-prefeito Cesar Maia (DEM) ao Palácio Guanabara ou beneficiar a candidatura à reeleição do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB). Há dúvidas sobre o empenho do PMDB por Aécio, porque o partido acertou nacionalmente apoiar a presidente Dilma Roussef. O presidente do PMDB no Rio, Jorge Picciani, no entanto, lançou o movimento dissidente Aezão e promete mobilizar a máquina partidária nos 92 municípios fluminenses para turbinar a candidatura de Aécio mesmo no caso de uma aliança informal.
"Vamos fazer no Rio o que for melhor para a aliança nacional da candidatura presidencial do Aécio", afirmou o deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha, presidente do PSDB no estado do Rio.

Aezão: Aécio recebe o apoio do PMDB de Pezão no Rio

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