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Richa se impõe, Gleisi se mantém e Requião cai do cavalo

EleiçõesO desempenho dos principais candidatos ao governo do Paraná no debate de ontem à noite pode influenciar as pesquisas de intenção de voto?
Eis a questão.
O debate permitiu o primeiro confronto direto entre Beto Richa, Roberto Requião e Gleisi Hoffmann, citados de acordo com a posição que ocupam nas pesquisas.
Não trouxe nada de novo, uma ou outra proposta vaga – Gleisi anuncia o PAC Paraná (meu Deus!) e o Mais Cubanos, digo Mais Médicos (de novo, meu Deus!), mas ensinou um pouco sobre o temperamento dos postulantes.
Richa não apenas enfrentou com firmeza, e argumentos sólidos, os ataques de Requião e Gleisi, mas contra-atacou com vigor – comportamento pouco usual, já que se destaca pela cordialidade. Foi duro com ambos, sem, no entanto, ser descortês. Não deixou ataque passar em branco. Impôs-se.
Gleisi foi pedra e vidraça. Dosou os ataques tanto a Richa quanto a Requião, que precisa desconstruir para reaver a segunda colocação na corrida eleitoral. Seu melhor momento foi quando observou, após a resposta de Requião de que apelou à aposentadoria como ex-governador para pagar indenizações por danos morais, que “o povo do Paraná paga pelo que o senhor fala”. Teve, como sempre a incômoda missão de defender o governo Dilma e a si própria de malfeitos e más companhias. Não pôde esconder a irritação ao ser confrontada com temas espinhosos. Os gestos bruscos e a voz alguns decibéis acima do normal denotaram arrogância. Manteve-se, no entanto.
Requião foi um desastre do início ao fim. Pautou-se, como sempre, pela agressividade, mas embaralhou argumentos, vacilou nas respostas, fez cara de amuo ao ser emparedado por Gleisi e, pecado mortal para um debatedor, não conseguia concluir as perguntas e respostas no prazo – e era interrompido pelo mediador. A petulância do velho guerreiro murchou diante das câmeras – e dos eleitores. Encolheu.
Requião, o colecionador de equinos, caiu do cavalo.

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