Pular para o conteúdo principal

Obras E Preços De Pedágios Serão Discutidos Em Audiências Públicas

Paraná - Os ajustes dos contratos de pedágio para obras e definição de preços só serão homologados após audiências públicas com a sociedade. A diretoria da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná (Agepar), vinculada ao Governo do Estado, informou a representantes do setor produtivo do Fórum Permanente Futuro 10 Paraná. “A intenção é despolitizar e desmistificar o tema e buscar alternativa para obter o maior número de obras, com redução de tarifa e segurança contratual”, afirmou o secretário de Infraestrutura e Logísitica, José Richa Filho, que participou da reunião. 
O diretor-presidente da Agência, Antônio José Correia Ribas, explica que técnicos da Agepar e a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) analisam os contratos. Todos os contratos, aditivos e ajustes feitos desde o início da concessão, em 1997, estão sendo verificados. Após a avaliação, as decisões tomadas pela agência serão discutidas com a sociedade em audiências públicas. 

SIMULADORES – A meta da Agepar é ter em breve simuladores, que levem em conta os investimentos feitos, a arrecadações obtidas e as condições econômicas, entre outras variáveis que permitam à agência definir o que precisa ser ajustado nos contratos ou quais obras precisam ser inseridas. “Com essas informações na mão, a Agepar será a mediadora e vai colocar na mesa concessionárias e o poder concedente para indicar os próximos passos a serem tomados pelos dois lados”, disse Ribas.
Uma das ações é tentar obter um acordo fora dos tribunais, já que atualmente tramitam na Justiça mais de 150 ações movidas por mudanças nos contratos de pedágio. “A intenção é não deixar passivos, evitando o que ocorreu no Rio Grande do Sul. Lá, mesmo depois de concluído o contrato de concessão, ainda há pendências legais, que obrigaram a continuidade dos contratos à revelia do poder concedente”, disse o diretor jurídico da Agepar, Maurício Eduardo de Sá Ferrante. 
Outra medida é dar ciência ao Governo Federal das ações tomadas pela Agepar, buscando uma ação conjunta com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). “A maioria das rodovias concessionadas são federais e é preciso que o governo federal aprove mudanças”, explica o secretário José Richa Filho. 

FÓRUM – A diretoria da Agepar informou que representantes do Fórum Permanente Futuro 10 Paraná serão inseridos no processo, que afeta diretamente o setor produtivo paranaense. “O Fórum pode ajudar na desmistificação do tema e ajudar a informar a população dos avanços sobre o pedágio”, disse o coordenador do Comitê Executivo do Fórum, Rogério Mainardes.
Na reunião, estiveram presentes o Nelson Costa, do Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar); Nilson Camargo, da Federação da Agricultura do Paraná (Faep); João Arthur Mohr, da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep); Sérgio Malucelli, da Federação das Empresas de Transportes de Carga (Fetranspar); Cassio José Ribas Macedo, do Instituto de Engenharia do Paraná; além de José Alfredo Gomes Stratmann, diretor de fiscalização e qualidade de serviços da Agepar.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Diferença Entre Lider E Politico

Março, 2011 , conhecido como Águas de Março, quando chuvas continuas atingiram alguns municípios do litoral paranaense, deixando muito estrago e também vitimas. Pontes desabaram, comunidades ficaram isoladas, ruas viraram rios, pedras e entulhos causaram quilômetros de estragos. Dezembro 2021/Janeiro 2022 ,  fortes temporais alagam cidades inteiras no sul da .Bahia, mais de 600mil pessoas afetadas Maio, 2024 , Rio Grande do Sul, passa por uma de suas maiores tragédias ambientais, mais de 55 mortos, 317 municípios atingidos pelas fortes chuvas. Estado de calamidade declarado. Semelhanças: Em 3 casos, 2011 Dilma sobrevoou, 2021 Bolsonaro foi passar férias em SC, passear de jet-ski e 2024 Lula, enquanto a primeira dama se divertindo no show da Madona, sobrevoa RS. E os governos dos estados? Bom, na Bahia, Rui Costa sobrevoou sobre a tragédia, o mesmo que Leite faz no RS em 2024... e no PR em 2011? O então governador, junto com a primeira dama, na época secretaria da assistência socia...

Prefeito do campus da UEL ganha R$ 8,8 mil a mais do que o prefeito da cidade

UEL - Em Londrina é mais vantajoso ser prefeito do campus da UEL (Universidade Estadual de Londrina) do que comandar a principal prefeitura do Norte do Paraná. O professor Dari de Oliveira Toginho Filho, prefeito da UEL, recebe R$ 23.287,86 mil por mês na universidade enquanto o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) recebe R$ 14.853,16 – uma diferença de R$ 8.834,60 a mais para o cargo de Toginho Filho. E há um grupo de 27 professores que ocupam cargos administrativos com salários acima de R$ 20 mil por mês. O professor Marcos de Castro Falleiros é o responsável pela “Transparência UEL” e recebe R$ 22.620,43 mensais. O ex-prefeito do campus, o professor Teodósio Antônio da Silva, hoje é ouvidor da universidade com salários de R$ 20.641,44. Cleuza Catsue Takeda Kuwabara, docente Centro de Ciências de Saúde, recebe R$ 23.992,85 por mês. Cassio Egidio Cavenaghi Prete, diretor da Fazenda-Escola, recebe R$ 20.032,20 por mês.

Adiós...