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Beto Richa E Educação

Paraná No Paraná, a educação virou prioridade. Em apenas dois anos, os professores tiveram um aumento salarial de 34,85% e foram contratados 17.261 servidores para a educação. Também nos empenhamos para regularizar uma situação que se arrastava havia mais de 10 anos, a dos 35 mil professores formados pela Vizivali e que não tinham o diploma validado. Este já é um problema do passado.
E tem mais: entregamos 32 mil tablets para os professores, 122 mil novas carteiras já equipam as salas de aula e foram realizadas 1800 obras em escolas de todo o Paraná. Triplicamos os recursos para o transporte escolar para atender 250 mil estudantes.

Educação

VALORIZAÇÃO - Flávio Arns disse que uma das prioridades assumidas por ele foi de valorizar os professores e profissionais da educação. Em três anos, o governo aumentou a remuneração dos professores em 50,16%. Com isso, pela primeira vez na história do Paraná, os profissionais do magistério passaram a ingressar na carreira com salário inicial igual ao dos demais servidores de nível superior do Estado.
“Corrigimos uma defasagem histórica”, explicou Arns. Agora, o salário de ingresso dos professores para jornada de 40 horas semanais é de R$ 2.237,08. Arns anunciou ainda que a partir de maio haverá novo reajuste salarial para a categoria.
Nos últimos três anos, o Estado contratou por concurso 17.261 novos profissionais, sendo 13 mil professores e 4,2 mil servidores administrativos e de apoio. Hoje, a rede estadual conta com 76.976 professores, pedagogos e diretores e 31.874 funcionários para atendimento administrativo. São mais 1,3 milhão de alunos.
Além disso, está em andamento um concurso para contratar mais 13.771 professores e pedagogos. Nesse período, foi aprovado o novo Plano de Carreira dos Funcionários e quitadas as progressões e promoções dos profissionais que deixaram de ser pagas em 2009 e 2010. Foram R$ 14 milhões que beneficiaram 2,7 mil funcionários e 23 mil professores.

HORA-ATIVIDADE - Outra questão foi o aumento de 50% na hora-atividade. “Desta forma, os profissionais têm mais tempo para preparar aulas, corrigir provas e planejar as atividades”, disse. Arns lembrou que no início da gestão o governo estadual solucionou um problema de mais de dez anos com 30 mil professores que se formaram pela Faculdade Vizinhança Vale do Iguaçu (Vizivali), mas que não tiveram os diplomas validados.

ALUNOS - Flávio Arns disse que a qualidade do ensino também está relacionada com a qualidade do ambiente escolar. “Tem que ser uma local adequado, acolhedor e acessível, isso contribui para o aprendizado do aluno e para a melhoria do ensino”, afirmou. Para isso, o governo construirá 81 novas escolas. Além das novas unidades, há cerca de duas mil obras de reparos, reformas e construções de escolas.
De 2011 a 2013, as escolas estaduais receberam R$ 271,5 milhões para manutenção e custeio de despesas com materiais de consumo e pequenos reparos por meio do Fundo Rotativo, repassados diretamente às escolas em parcelas mensais, de fevereiro a novembro.
Foram investidos mais R$ 61 milhões na renovação de móveis como carteiras e cadeiras, armários e mesas, além de equipamentos para cozinhas como freezers, fogões e geladeiras e também laboratórios de informática.

TRANSPORTE E MERENDA - Arns disse que o Governo do Paraná também ampliou o apoio aos municípios no transporte escolar. Os investimentos na área aumentaram em 200%, passando de R$ 28 milhões em 2010 para R$ 92 milhões em 2014.
Para a compra de alimentos para a merenda escolar, o investimento passou de R$ 36,8 milhões em 2010 para R$ 154 milhões previstos para 2014, sendo que o investimento na compra de alimentos da agricultura familiar. A medida beneficia diretamente 134 cooperativas de pequenos agricultores em 374 municípios paranaenses.
Ainda para garantir a segurança dos alunos, segundo Arns, o governo comprou 160 mil novos equipamentos de segurança como extintores, placas de sinalização e luzes de emergência para as escolas. Além de fornecer equipamentos, o programa criou as Brigadas Escolares que estão recebendo treinamento para enfrentar situações de emergência. O Estado também ampliou o programa Patrulha Escolar, que agora conta com mais policiais.

QUALIDADE DA EDUCAÇÃO – Para melhorar a qualidade do ensino no Paraná, o governo criou um sistema próprio de avaliação, que permite acompanhar a evolução de cada aluno e cada escola. Para isso ainda, a Secretaria de Educação firmou uma parceria com o Ministério da Educação (MEC) para a formação continuada de professores que lecionam no Ensino Médio, com o objetivo de fortalecer esse nível de ensino.
Nos últimos três anos, 250 mil estudantes fizeram cursos técnicos profissionalizantes na rede estadual de ensino do Paraná. A rede de Centros Estaduais de Educação Profissional está sendo ampliada em 80%. São 18 novas unidades em construção, o que representa um investimento de R$ 144 milhões.
Essas novas escolas abrirão mais 20 mil vagas para cursos técnicos no Paraná. “A formação técnica profissionalizante é uma grande oportunidade para os jovens entrarem no mercado de trabalho. Na nossa rede estadual são encontrados cursos voltados às maiores demandas da indústria”, afirmou. Também foram implantadas atividades de contra turno em 1.777 escolas paranaenses. Atualmente, são cerca de 350 mil alunos matriculados na educação integral.

ENSINO ESPECIAL - No Paraná, as escolas de educação especial como Apaes e co-irmãs têm acesso aos mesmos programas e atendimentos das demais escolas da rede estadual. Com isso, 42 mil alunos com deficiência no Paraná são beneficiados. As escolas de educação especial recebem equipamentos, recursos para obras, alimentos, professores e funcionários, entre outros.
Flávio Arns criticou o texto do Plano Nacional de Educação (PNE), que está em debate no Senado, que acaba com o atendimento dos alunos com deficiência em escolas e instituições especiais. “Essa proposta é discriminatória e arrogante e, se aprovada, irá comprometer um trabalho de quase 60 anos, que vem sendo desenvolvido com muita seriedade e competência pelas instituições”, afirma Flávio Arns.
Desde 2013, a matriz curricular dos anos finais do ensino fundamental teve um aumento do número de aulas nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática. Outra medida é a redução do número de alunos por sala de aula. “Foi um esforço de investimento para garantir mais qualidade na educação, atendendo reivindicação antiga dos professores, com uma redução que chega a 20%”, explicou Arns.
O governo também investiu na inclusão digital com a oferta de internet sem fio nos colégios estaduais. Dezesseis escolas do Paraná já participam do projeto piloto. Como parte da ação, já foram entregues mais de 60 mil tablets aos professores da rede estadual de ensino. Foram entregues ainda 11 novas escolas indígenas, outras três estão em construção e ainda estão previstas seis escolas para comunidades quilombolas.


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