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Delegado fará plano de ação de combate ao crime na região de Querência do Norte

Querência do Norte/PR - Por determinação da chefia da 8ª Subdivisão Policial (8ª SDP), o delegado adjunto de Paranavaí, Carlos Henrique Rossato Gomes, começou a desenvolver um levantamento técnico operacional na região de Querência do Norte. Ele terá a missão de elaborar um plano de ação para combater os frequentes roubos, tráfico de drogas e o contrabando que acontecem naquela região. 
De acordo com o delegado-chefe da SDP, Osmir Ferreira Neves Junior, a escolha foi técnica e aconteceu por causa do perfil operacional. 
“O doutor Rossato não fará nenhum enfrentamento. Sua missão será fazer um diagnóstico e traçar um plano de combater o crime. Ele traçará, inclusive, as possíveis rotas de fugas. Hoje nós não temos esse conhecimento técnico e não podemos perder o controle da situação”, disse Neves Junior.
O delegado disse que toda a estrutura operacional da 8ª SDP estará à disposição do delegado. Além disso, Neves Junior afirmou que a Polícia Militar também colaborará no levantamento, porém, no dia a dia, o delegado Rossato Gomes estará sozinho no município para fazer o trabalho. 
Neves Junior disse que a cidade de Paranavaí não irá perder nas investigações que vêm sendo realizadas pelo delegado adjunto. Ele já designou que o delegado de Paraíso do Norte, Diego Elias de Freitas Rodrigo de Almeida, acumule as funções.
“O doutor Diego tem um perfil operacional que se encaixa nas atuais investigações. Recentemente sob seu comando, foram realizadas três grandes operações que prenderam mais de 50 pessoas ligadas ao tráfico de drogas. Portanto, a comunidade não ficará desassistida e as atuais investigações continuarão normalmente”, falou o delegado chefe.

SEM ESTRUTURA - Na tarde de ontem o delegado Carlos Henrique Rossato Gomes estava trabalhando em Querência do Norte. Por telefone, disse que estava começando a resolver problemas operacionais. Somente depois, poderá iniciar o levantamento solicitado pelo delegado chefe.
Rossato Gomes afirmou que terá que arrumar estrutura da delegacia. Atualmente o lugar é utilizado pela Prefeitura como depósito de materiais da Defesa Civil. Depois disso, terá que conseguir armamento, viatura, barco, móveis, computador e internet.
Para desenvolver o levantamento, o delegado disse que necessita de um aparato a ser cedido pelo Estado. “O prefeito já disse que quer colaborar ajudando montar uma estrutura mínima necessária. Mas isso não é possível, porque é uma obrigação do Estado”, disse Rossato Gomes.

NÃO ACEITA - A decisão de remover o delegado operacional de Paranavaí não foi bem vista pelo presidente do Conselho Comunitário de Segurança (CCS), Cláudio Miguel de Souza. Ele alega que a comunidade sairá perdendo com a decisão de Neves Junior.
O presidente disse que assim que ficou sabendo, entrou em contato com o delegado-chefe para saber detalhes. Souza disse que entende o problema na região de Querência do Norte, porém sua preocupação maior é com a comunidade de Paranavaí que ficará desassistida com a ida do delegado operacional.
“O Conselho Comunitário de Segurança quer que o delegado operacional continue em Paranavaí. Seu trabalho tem que ter continuidade porque está favorecendo a comunidade. A sua permanência é certeza de que o trabalho e o entrosamento com as autoridades terão continuidade”, disse Souza.

SITUAÇÃO PREOCUPANTE EM QUERÊNCIA - Querência do Norte vive semanas de preocupações com uma onda de roubo e violência. Trata-se de uma região de fronteira e com grande número de estradas rurais. Recentemente a agência do Banco do Brasil foi assaltada. Os ladrões levaram uma quantia em dinheiro (não informada). Também fizeram três reféns, libertados pouco depois. Em consequência desse assalto, a agência paralisou o atendimento, permanecendo fechada desde então. 
No último dia 9 um grupo foi ainda mais ousado. Primeiro, assaltou a casa do prefeito Carlos Benvenutti, levando dinheiro e aparelhos eletrônicos. Na sequência, foram até a Prefeitura, onde arrombaram o cofre e levaram R$ 78 mil em dinheiro, valor arrecadado com a tradicional Festa do Arroz e que seria utilizado por entidades beneficentes. A série de crimes provocou indignação por parte da comunidade, que organizou uma manifestação pelo centro da cidade na última quinta-feira. 
A partir dessa sequência, a polícia apertou o cerco. Numa grande operação, desvendou parte dos crimes e prendeu três pessoas. Um quarto suspeito, apontado como chefe do grupo, morreu em troca de tiros com os policiais. Com os suspeitos foram encontradas armas e parte do dinheiro levado da Prefeitura. Outros dois suspeitos de participação estão foragidos. 
Querência do Norte está numa região de fronteira com o Mato Grosso do Sul e próximo ao Paraguai. Tem um grande número de estradas rurais e o Rio Paraná, utilizado muitas vezes como rota para criminosos.

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