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Doleiro De Londrina/PR E Mais 23 Pessoas São Presas

Brasil - O doleiro Alberto Youssef, de Londrina, e outras 23 pessoas foram presas - de 47 mandados expedidos - nesta segunda-feira (17) pela Polícia Federal (PF), durante a Operação Lava Jato, de combate à lavagem de dinheiro, que teriam lavado pelo menos R$ 10 bilhões em dez anos. Também houve o sequestro judicial de propriedades dos acusados, R$ 5 milhões em dinheiro, jóias, 25 carros de luxo dos acusados e obras de arte, como uma tela do pintor Di Cavalcanti.
Segundo a PF, a operação, que mobilizou cerca de 400 policiais federais em sete Estados, desarticulou quatro quadrilhas que atuavam com remessa ilegal de dinheiro para o exterior e lavagem de recursos.
Youssef foi o único dos doleiros detidos que teve o nome revelado pela PF, que apesar de ter imóveis em Londrina e São Paulo, foi preso em um hotel de São Luiz (MA). Os policiais realizaram busca e apreensão na residência dele em Londrina, e em outra residência e uma empresa em São Paulo (SP). Além disso, houve o sequestro judicial do hotel em que ele tem participação na rede e é proprietário do imóvel, o Blue Tree Towers Londrina.
Os mandados de busca e apreensão, prisão e autuação, além dos sequestros de bens móveis e imóveis dos acusados, foram expedidos pela Justiça Federal do Paraná. Também houve autorização do bloqueio de dezenas de contas e aplicações bancárias. As investigações iniciaram após informações fornecidas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF/MF).
A PF informou que estas quadrilhas trabalham com centenas de empresas de fachada tanto no Brasil quanto na China e Hong Kong. Desta forma, emitiam pedidos de importação às empresas que criaram no exterior, que recebiam o dinheiro sem jamais enviar qualquer mercadoria ao país. Uma vez em países estrangeiros, este dinheiro era utilizado no pagamento de tráfico de drogas e corrupção.
O nome Lava Jato, que batiza a operação, foi utilizada pelo grupo utilizava rede de lavanderias e postos de combustíveis para movimentar o dinheiro de práticas criminosas no Brasil, o que dificultaria o rastreamento dos valores pelas autoridades brasileiras.
Segundo as investigações, o grupo criminoso teria ligações com o tráfico internacional de drogas, corrupção de agentes públicos, sonegação fiscal, evasão de divisas, extração, contrabando de pedras preciosas, desvio de recursos públicos.
Com a prisão dos acusados, a PF passa agora a tentar identificar quem seriam os "clientes" deste esquema. A suspeita é que o crime organizado e políticos estejam entre os que utilizam este grupo para lavagem de dinheiro.

Quem é Alberto Youssef - O doleiro Alberto Youssef é um dos doleiros mais conhecidos e que já esteve envolvido em diversas irregularidades, inclusive com prisão por crimes financeiros. Ele já foi investigado em outras investigações da Polícia Federal sobre lavagem de dinheiro e que resultaram em operações como a Anaconda e a Farol da Colina, além da CPI do Banestado.
Ele foi preso em 2004 por crimes contra o sistema financeiro nacional, mas acabou sendo solto posteriormente por ter participado do programa de "delação premiada". Entre 1996 e 1999 foi acusado de sonegar mais de R$ 100 milhões em impostos por intermédio de sua empresa. Ele teria intermediado esquemas de corrupção nas prefeituras de Londrina - no caso conhecido como Ama-Comurb - e de Maringá. Também foi preso durante as investigações sobre contas fantasmas e envio de dinheiro ilícito para fora do país.

Esclarecimento da Blue Tree Hotels Por conta da prisão de Albeto Youssef e a informação do "sequestro" do Blue Tree Towers Londrina pela Polícia Federal, o grupo Blue Tree Hotels, administradora do hotel londrinense emitiu uma nota de esclarecimento onde afirma que o empreendimento em Londrina, composto por um pool hoteleiro e que possui diversos investidores como proprietários, permanece funcionando normalmente.
O grupo informa ainda que ao contrário do que foi divulgado pela Polícia Federal e noticiado pela imprensa, não houve o sequestro do hotel, mas sim, apenas uma requisição de documentos, devidamente fornecidos.
E conclui dizendo que a Blue Tree Hotels é somente a administradora da unidade de Londrina e que não posui qualquer vínculo com o objeto da investigação da Polícia Federal, se mantendo disposta a colaborar no que for necessário.

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