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Por que a ocupação da Maré ocorre só agora?

Brasil - A operação, realizada na madrugada deste domingo, é encarada por alguns como uma estratégia calculada das autoridades para controlar uma região vital para a segurança na Copa. Para outros, a ocasião em que acontece e a participação das forças armadas refletem uma ação de caráter político de um governo assustado com uma série de recentes ataques à polícia.
O governo do Rio de Janeiro alega, por sua vez, que a ocupação estava programada e não é motivada pela proximidade do mundial de futebol.
A região da Maré começou a ser tomada na madrugada deste domingo por mais de 1 mil integrantes das forças policiais do Rio de Janeiro – especialmente do Bope, o Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar. Eles receberam o apoio de 21 blindados de transporte de tropas e embarcações da Marinha, que participou da ação prestando apoio logístico.
Segundo a Secretaria de Estado de Segurança do Rio de Janeiro, a operação, iniciada por volta das 5h de Brasília, foi concluída em 15 minutos, sem resistência. Uma grande quantidade de droga foi encontrada escondida dentro de um bueiro. Dois homens foram presos.
Forças de segurança permanecem nas comunidades buscando por criminosos, armas, drogas e objetos roubados.
Em um segundo momento, os policiais militares podem ser substituídos por militares do Exército. A participação deles já foi negociada entre os governos estadual de Sérgio Cabral (PMDB) e federal de Dilma Rousseff (PT).
Na última sexta-feira, a presidente assinou um decreto que autoriza o uso das Forças Armadas na ação em caráter de GLO (Garantia da Lei e da Ordem, um dos tipos de operação no qual a Constituição permite o uso de tropas em território nacional). A decisão será publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira.
A região deve receber também as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), a peça central da estratégia do governo para retomar o controle das favelas controladas por traficantes de drogas e milícias do Rio de Janeiro.
A data para o fim da operação não foi divulgada, mas acredita-se que os militares permaneçam na área ao menos até o fim da Copa do Mundo.
Com suas 16 comunidades e 130 mil habitantes (segundo o IBGE), a Maré é um dos maiores complexos de favelas do Rio de Janeiro. Depois da ocupação do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro, em 2010, e da Rocinha, em 2011, o conjunto de favelas permaneceu no topo da lista como principal desafio para a política de segurança do governo do Rio.
Essa importância se deve não só ao tamanho, mas também à sua localização. Situada entre o aeroporto internacional Tom Jobim (Galeão) e o centro da cidade, o complexo fica próximo às principais avenidas expressas da cidade, a Linha Vermelha, a Linha Amarela e a Avenida Brasil.
Muitas dessas vias chegaram a ser fechadas durante a operação, mas já foram liberadas no início da manhã deste domingo.
Segundo analistas, o controle dessas favelas deve ser fundamental para garantir o deslocamento em segurança de grande parte dos 700 mil turistas que devem visitar a cidade durante o mundial.

Polícia ocupa complexo da Maré | Crédito: AP

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