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Requião aumentou a tarifa de luz 30,47% quando foi governador

Reportagem: Bem Paraná

Paraná - A tarifa de energia no Paraná teve um reajuste acumulado de, pelo menos, 30,47% de 2003 a 2009. A informação, confirmada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e pela Copel, é diferente do que tem dito o senador Roberto Requião (PMDB), candidato ao Governo do Estado nestas eleições. Desde que a campanha começou, Requião afirma que congelou a tarifa por sete anos, em uma crítica ao aumento de 24,8% ocorrido neste ano.
Pelo histórico de reajustes, disponível no site da Copel, o aumento acumulado no governo anterior foi ainda maior para quem não pagou a conta em dia. A empresa teve uma política de descontos em alguns anos, mas apenas para os consumidores adimplentes. Quem não pagou a conta da luz em dia no Governo Requião teve um reajuste de até 62,39% em sete anos. 
O único período em que houve desconto integral do reajuste para quem pagava em dia foi no segundo semestre de 2003, primeiro ano de governo do peemedebista. A Aneel aprovou reajuste de 25,27% para a Copel em junho daquele ano. A empresa aplicou o aumento, mas passou a dar desconto no mesmo índice para quem pagasse em dia. Acontece que o desconto total só foi dado por seis meses. A partir de 1 de janeiro de 2004, o desconto integral foi suspenso e passou a valer um reajuste de 15%, com desconto de 10% para o pagamento em dia.
Na data seguinte de reajuste da tarifa da Copel, em junho de 2004, a Aneel aprovou aumento de 14,43%. Foram aplicados 9% de reajuste, com 5% de desconto para o consumidor adimplente. Novamente o desconto foi cancelado antes de um ano. Depois de sete meses, em 1 de fevereiro de 2005, o desconto foi cancelado e houve aplicação integral do reajuste de 14,43% aprovado pela Aneel.
Dessa forma, como houve suspensão dos descontos, os reajustes de 2003 e 2004, considerando períodos de 12 meses, foram de 7,5% e 11,5%, respectivamente.
Em junho de 2005, a Aneel autorizou 7,8% de reajuste, Foram aplicados 4,4%, com desconto de 3,4%. Em 2006, o reajuste foi de 3,3%. Em 2007, a Aneel determinou uma redução de -1,27%. Em 2008, foi revisão tarifária quadrianual, com reajuste de 0,04% determinado pela Aneel.
Em 2009, o reajuste foi de 5% para adimplentes e de 12,98% para inadimplentes. Em 2010, o reajuste foi de 2,46%, mas aí o governador já era Pessutti, pois Requião deixou o governo em abril para concorrer ao Senado.
Mesma média — No Governo Requião a luz aumentou, em média, 4,3% ao ano. É a mesma média do Governo Beto Richa, em que houve três reajustes (24,86% em 2014; 9,55% em 2013 e 2,99% em 2011) e duas reduções (-19,28% em 2013 e -0,65% em 2012). A soma dá 17,47% de reajuste acumulado em quatro anos, com uma média de 4,3% ao ano.

Índice mostra que não houve congelamento da tarifa, como senador fala na campanha




Decisção - TRE proíbe “assunto” para RequiãoO Tribunal Regional Eleitoral proibiu Requião (PMDB) de dizer que congelou a tarifa da energia elétrica em sete anos da gestão anterior. O despacho, assinado na quarta-feira pelo juiz Lourival Chemin, informa: “É sabidamente inverídico que houve congelamento da tarifa de energia. Para isso, basta verificar no site da Copel os reajustes aplicados.”
Esta é a terceira vez nestas eleições que a Justiça proíbe Requião de falar sobre a tarifa de energia elétrica. Ele já havia sido proibido de dizer que Beto Richa aumentaria a tarifa no ano que vem e que foi Richa quem aumentou a luz neste ano. 
Desde que a campanha começou, Requião afirma que congelou a tarifa por sete anos, em uma crítica ao aumento de 24,8% ocorrido neste ano.

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