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Governo lança plano de incentivo ao plantio de seringueira no Noroeste

Agricultura - A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento começa a implementar o Plano de Apoio ao Plantio da Seringueira no Noroeste do Paraná. A partir do ano que vem, o Governo do Estado vai disponibilizar R$ 800 mil para cerca de 13 municípios da região, que deverão ser aplicados no subsídio de até 50% do valor da muda da seringueira para o pequeno produtor.
A informação é do diretor do Departamento de Florestas Plantadas (Deflop), Mariano Félix Duran, que participou do dia de campo sobre os benefícios do cultivo da seringueira, promovido nesta quinta-feira (24), no município de Indianópolis, próximo de Cianorte.
O Paraná tem hoje um plantio de 2.000 hectares com borracha graças a uma parceria entre a Secretaria da Agricultura, que elaborou a política pública, o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) - que desenvolveu pesquisas e também definiu um zoneamento agroclimático, indicando as melhores localidades para o plantio da seringueira – a Emater, executora da política de assistência técnica ao produtor rural e, também, com a ação da Cocamar, cooperativa de Maringá que vem trabalhando intensamente no incentivo ao produtor paranaense. 
A meta da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento é incentivar o plantio de 400 hectares, com o repasse de 200 mil mudas subsidiadas ao pequeno produtor. A secretaria pretende firmar um convênio com os municípios do Noroeste, ainda em 2013, para que depois eles façam a licitação para compra das mudas e as repassem ao agricultor. 
O preço por cada muda é estimado em R$ 8. Com o valor que será disponibilizado pelo Governo do Estado será possível subsidiar a compra de 200 mil mudas, que poderão beneficiar até 100 pequenos produtores se cada um for contemplado com o limite máximo de 1.000 mudas por agricultor. “Porém, a expectativa é que sejam repassadas até 500 mudas por produtor o que poderá elevar o número de beneficiados”, acredita Duran. 
Com 500 mudas será possível plantar em torno de 4 hectares com seringueira, área recomendada pelos técnicos e considerada ideal para compor a diversificação na pequena propriedade, explica o diretor do Deflop. O limite de apoio no programa permite o plantio até 70 hectares na região Noroeste, que representam em torno de quatro módulos fiscais. 
Os municípios que poderão ser beneficiados com o repasse de recursos são Paranavaí, Alto Paraná, Paranacity, Cruzeiro do Sul, Guairaçá, Nova Esperança, Munhoz de Melo, Indianópolis, Rondon, Tuneiras do Oeste, Umuarama, Altônia e Cruzeiro do Oeste. 
Aproximadamente 300 pessoas, entre agricultores, técnicos e lideranças da região, participaram do dia de campo, patrocinado pela Cocamar. A empresa está interessada em instalar uma indústria de pré-processamento de borracha, que aumentará o valor agregado do produto, que será repassado às grandes empresas compradoras desse mercado. 
O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, vai subsidiar 50% do custo da muda de seringueira para incentivar o plantio nas regiões Norte e Noroeste do Paraná, onde a espécie é recomendada e pode gerar mais renda para o produtor com a exploração do latex. Foto: Divulgação SEAB

RENDIMENTO - O mercado de borracha apresenta potencialidades ao pequeno produtor. Segundo Duran, para atender toda a demanda por borracha verificada hoje no Estado seria necessário um plantio de 37 mil hectares com seringueira. Somente a Sumitomo, fabricante de pneus que produz 15 mil unidades na fábrica instalada recentemente em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, tem uma demanda que seria suprida com o plantio em 17 mil hectares, informou. “Toda essa borracha utilizada pela multinacional está sendo suprida por produto vindo da Indonésia”.
A seringueira leva em torno de 6 anos para começar a produzir e entra em estabilidade de produção no 10º ano, permanecendo produtiva ao longo de 30 anos, e pode ser explorada por 10 meses no ano. O mercado está remunerando atualmente em torno de R$ 1.000 a R$ 1.500 por mês por produtor/hectare, o que é considerada uma excelente renda. A expectativa é que o produtor possa elevar esses ganhos com a ampliação da área plantada por conta própria. 
Para o coordenador estadual de Produção Florestal da Emater, Amauri Ferreira Pinto, a seringueira sempre foi um bom negócio para o Norte e o Noroeste, regiões do Estado com poucas opções de atividades de alta renda. “Esta iniciativa do governo de subsidiar metade do valor da muda de seringueira de qualidade auxilia o produtor na área que ele tem mais dificuldade, que é comprar uma muda boa”, disse. “Assim, a Emater e a Cocamar podem prestar uma assistência técnica mais qualificada e agregar valor ao produto”, explicou. 
Juntamente com o Iapar, a Emater vem selecionando os viveiros com potencial para o plantio e vai trabalhar para capacitar os viveiristas e produtores.

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