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Somos parte da solução, não do problema, por Valdir Rossoni

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O Paraná é hoje um dos poucos estados do Brasil que, mesmo diante de uma das maiores crises financeiras da história da nação, consegue manter investimentos em infraestrutura e ainda aumentar repasses para os municípios.
Hoje, a realidade do País é de catástrofe, infelizmente. Três das quatro maiores economias - Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul - decretaram calamidade financeira. Não conseguiram pagar sequer o décimo terceiro salário do funcionalismo do ano passado, e é bem provável que não façam isso em dezembro próximo.
Quando governos não têm recursos sequer para a folha de salários é porque toda a máquina pública já está paralisada. Quebrada, literalmente. E nada pior para ampliar a crise que o corte nos investimentos públicos. Em especial em setores estratégicos e de grande impacto social, como o da construção civil e da infraestrutura, por exemplo.
Aqui, não só conseguimos manter como estamos ampliando investimentos e repasses para os municípios. O Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes) mostra, com base em dados da Secretaria do Tesouro Nacional, que as transferências de receitas do ICMS e do IPVA para as prefeituras do Paraná passaram de R$ 3,84 bilhões para R$ 7,44 bilhões entre 2010 e 2016. O avanço foi de 94%.
O equilíbrio das contas públicas tem sido uma tarefa diária e permanente do nosso governo. Com austeridade, sobram mais recursos para obras e ações em favor da população. Neste ano, as nossas despesas tiveram queda de 2,19%, mas os investimentos cresceram 9,84%.
E vamos manter o pé no acelerador. Até setembro, dos R$ 3,9 bilhões previstos para investimentos, somente com recursos do tesouro, foram liberados R$ 2,5 bilhões. Temos mais R$ 1,4 bilhão empenhados.
Ou seja, vamos passar pelo “terremoto” com menos avarias e muito em breve o Paraná será destaque nacional por causa do equilíbrio financeiro. Ficará ainda mais evidente para todos que as ações adotadas pelo governador Beto Richa para enfrentar a crise e sanear o Estado foram acertadas.
Mesmo sabendo que as medidas seriam usadas por adversário para lhe causar desgaste pessoal e político, teve coragem de enfrentar os problemas. Quem optou por agir de forma demagógica e politiqueira hoje não paga salários para funcionários ativos e aposentados. Aqui, isso não vai acontecer. Somos parte da solução, e não do problema.

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