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Polícia Civil prende envolvidos em desvio de dinheiro do BB

O ex-gerente geral de uma agência do Banco do Brasil em Curitiba, um contador e empresários foram presos nesta terça-feira (17) em operação deflagrada pela Delegacia de Furtos e Roubos (DFR), da Polícia Civil do Paraná, em quatro estados do Brasil. Eles são suspeitos de desviar mais de R$ 10 milhões, com o envolvimento direto do ex-gerente geral da agência. Curitiba, 17/10/17. Foto: Divulgação/ SESP

O ex-gerente geral de uma agência do Banco do Brasil em Curitiba, um contador e empresários foram presos nesta terça-feira (17) em operação deflagrada pela Delegacia de Furtos e Roubos (DFR), da Polícia Civil do Paraná, em quatro estados do Brasil. Eles são suspeitos de desviar mais de R$ 10 milhões, com o envolvimento direto do ex-gerente geral da agência.
Dois empresários, um do Paraná e outro de Goiás, estão foragidos e as forças policiais dos dois estados trabalham para localizá-los. Os documentos e celulares apreendidos durante a operação serão encaminhados para a perícia.
A ação policial, batizada de “Sangria”, aconteceu também nos estados de São Paulo e Brasília. Ao todo, foram cumpridos 52 mandados judiciais: cinco de prisão temporária, outros sete de condução coercitiva, cinco de bloqueios de bens, 19 de busca e apreensão e 16 bloqueios de contas bancárias.

SIGILO - A investigação durou pouco mais de um ano, segundo o delegado titular da DFR, Mateus Layola. “Houve a quebra de sigilo bancário dos envolvidos. A gente consegue identificar as impressões digitais direta e indiretamente na prática criminosa, cada um com sua função. O ex-gerente e o contador tinham participação direta, porque tinham poder de decisão para praticar o desvio de dinheiro”, explicou o delegado.
O esquema criminoso contava ainda com a participação de um contador, que abria contas bancárias sem o conhecimento dos donos das empresas e com documentos falsos. Com estes dados, ele repassava para o gerente-geral que, por sua vez, realizava empréstimos financeiros e antecipações de títulos.
“O contador, quando soube que estávamos ouvindo pessoas aqui na delegacia, chegou a oferecer R$ 50 mil para um dos sócios de uma das empresas para que ele negasse a prática criminosa”, completou Layola.
O ex-gerente chegou a alterar o cadastro de empresários no sistema do banco, sem que eles soubessem, para que as transferências bancárias fossem realizadas. Estes recursos eram transferidos, posteriormente, para contas de empresas envolvidas com a quadrilha.
Os donos destas empresas estão entre os detidos. Eles responderão pelos crimes de peculato (desvio de dinheiro público), falsificação de documento público e particulares, expedição de duplicatas simuladas, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

OPERAÇÃO - Cerca de 80 policiais civis dos quatro estados participaram da operação. Além dos policiais da DFR, participaram as delegacia de Furtos e Roubos de Veículos; de Desvio de Cargas e do Tático Integrado Grupo de Repressão Especial (Tigre) - unidade de elite da Polícia Civil, além de policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais de Goiás, Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos, de São Paulo e da Divisão de Capturas e da Polícia Interestadual de Brasília.

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