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Crescem os furtos de objetos de bronze no Cemitério


Nova Esperança/PR - Os objetos de metal colocados para ornamentar ou identificar túmulos no cemitério de Nova Esperança continuam sendo furtados por ladrões, que vendem as peças de cobre, bronze e alumínio como ferro velho. Acredita-se que muitos destes são usuários de drogas. Até a Capela vem sofrendo uma onda de arrombamentos. 
Muitos consideram a última morada como sendo um lugar de descanso. Se para os vivos não está nada fácil ter que conviver com os constantes furtos e roubos, para os mortos a situação não é nada diferente. Acredita-se que na calada da noite ou mesmo durante o dia os crimes acontecem. Estima-se que muitos dos furtos de peças em bronze e demais artigos religiosos sejam praticados por usuários de drogas, que repassam os materiais para ferros velhos e outros que atuam no segmento de metais. Os furtos demonstram uma atitude de desespero e profundo desrespeito. Um quilo deste material, dependendo de sua pureza, pode custar R$ 50. 
No cemitério, é muito comum que o bronze seja utilizado em ornamentos de túmulos, como cruzes, vasos, molduras de fotografias, bustos e alças. Apesar de comuns já há algum tempo, os furtos no único cemitério da cidade tem aumentado dia a dia. No final do ano passado houve um grande número de túmulos que tiveram os objetos de metal arrancados pelos ladrões, e neste início de ano novos casos foram registrados. Como é praticamente impossível impedir tais furtos, a recomendação é para que as pessoas utilizem materiais alternativos, como plástico e vidro para ornamentar ou identificar túmulos, afastando, desta forma, os ladrões. A maioria dos túmulos “furtados” teve os revestimentos das estruturas danificadas durante a retirada forçada das peças. 

CRIME E DESRESPEITO“O que a gente percebe é que os ladrões não respeitam nem mesmo estes locais. Todos um dia vão usar esse espaço, sendo rico ou pobre. Pelo o que parece, devem ser usuários de drogas. A gente pede que as famílias não coloquem materiais de valor que chamem a atenção dessas pessoas. O investimento pode acabar saindo mais caro", disse o administrador do Cemitério Municipal Milton Martins. 
Ainda segundo Martins, apesar de todos esses furtos, até hoje, nenhuma família registrou queixa pedindo o ressarcimento dos objetos. “É muito importante que o furto seja registrado pelos familiares. Qualquer munícipe que se sentir lesado deve fazer o boletim de ocorrência”, orienta. 
Há cerca de 20 dias a porta dos fundos da Capela do Cemitério foi arrombada. A sala serve de almoxarifado, local em que diversos materiais são guardados, a exemplo de pás, carriolas, mangueiras e até sacos cimentos utilizados na confecção dos túmulos. O escritório, na entrada do cemitério também já foi arrombado. “É um absurdo”, ressaltou Milton Martins. Ele conta que numa oportunidade um grupo, acusado pelo furto de 64 vasos de bronze foi preso. Como três eram menores de idade, foram liberados. O receptador foi preso, mas, mediante o pagamento de fiança, também foi solto. Estima-se que, entre vasos, argolas e placas em bronze, aproximadamente 30 peças são furtadas mensalmente. 
Quem pratica furto poderá ser enquadrado no artigo 155 do Código Penal, que prevê pena de um a quatro anos e multa para quem “subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel. 

Fonte: Alex Fernandes França

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