Pular para o conteúdo principal

Ministério da Saúde repassa mais R$ 30,4 milhões para combate ao Aedes


O Ministério da Saúde liberou, neste mês de setembro, R$ 30,4 milhões, referente à segunda parcela de recurso adicional para o combate ao mosquito Aedes aegypti. Ao todo, 3.148 municípios em 20 estados e o Distrito Federal serão beneficiados porque cumpriram critérios para intensificar as medidas de prevenção e combate ao mosquito transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya.
Em janeiro de 2017, o Ministério da Saúde repassou R$ 91,2 milhões aos municípios de todos os estados, referente à primeira parcela. No total são R$ 152 milhões ao combate ao Aedes. Já o envio da segunda parcela foi condicionado ao cumprimento de alguns critérios, especialmente a realização do Levantamento Rápido de Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), no caso de cidades com mais de dois mil imóveis. Os municípios com menos de dois mil imóveis devem fazer o Levantamento de Índice Amostral (LIA) e o monitoramento por ovitrampa ou larvitrampa nas cidades sem infestação do mosquito. Também estão previstas metodologias alternativas, utilizadas pelas vigilâncias locais para monitorar o nível de infestação do mosquito Aedes.
O Ministro da Saúde, Ricardo Barros, destaca a importância desse recurso extra para os municípios. “Não podemos baixar a guarda diante de um vetor responsável por várias enfermidades. Por isso, subsidiamos estados e municípios com um reforço financeiro para a intensificação de ações que visam o controle das doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti, principalmente, no verão, período de maior circulação desse vetor”, afirmou o ministro.

ANTECIPAÇÃO DE RECURSOS – Em decorrência da epidemia de febre amarela, ocorrida nos últimos meses, o Ministério da Saúde antecipou o repasse da segunda parcela do recurso extra para todos os municípios dos estados da Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, totalizando R$ 29,3 milhões. No entanto, alguns municípios da BA, CE, MG e SP terão que restituir ao Fundo Nacional de Saúde os valores recebidos antecipadamente por não terem cumprido os critérios para o recebimento destes recursos. As informações deveriam ser consolidadas pelas secretarias estaduais de saúde e repassadas ao Ministério da Saúde até o dia 30 de junho deste ano.

LIRAa – Considerado um instrumento fundamental para orientar as ações de controle da dengue, o Ministério da Saúde realiza, em conjunto com estados e municípios, o Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa). O levantamento possibilita aos gestores locais de saúde anteciparem as ações de prevenção.

DENGUE – Em 2017, até 02 de setembro, foram notificados 219.040 casos prováveis de dengue em todo o país, uma redução de 84,8% em relação ao mesmo período de 2016 (1.442.208). Com relação ao número de óbitos, também houve queda significativa (87%), reduzindo de 678 óbitos em 2016 para 88 em 2017. Da mesma forma, são os registros de dengue grave e com sinais de alarme que caíram 79,2% e 77,7%, respectivamente, de um ano para outro. Dengue grave diminuiu de 885, em 2016, para 184 em 2017. Já dengue com sinais de alarme baixou de 8.603, em 2016, para 1.913 em 2017.
Em todo país, a região Nordeste registrou o maior número de casos prováveis de dengue (81.447 casos; 37,1% em relação ao total do país), seguida das regiões Centro-Oeste (66.899; 30,5%), Sudeste (47.644 casos; 21,7%), Norte (20.526 casos; 9,3%) e Sul (2.524 casos; 1,1%).
A análise da taxa de incidência de casos prováveis de dengue (número de casos/100 mil hab.), segundo regiões geográficas, evidencia que as regiões Centro-Oeste e Nordeste apresentam as maiores taxas de incidência: 427,2 casos/100 mil hab. e 143,1 casos/100 mil hab, respectivamente. Entre as Unidades da Federação (UFs), destacam-se Goiás (810,2 casos/100 mil hab.), Ceará (484,4 casos/100 mil hab.) e Tocantins (342,1 casos/100 mil hab.)

CHIKUNGUNYA – Até 02 de setembro, foram registrados 171.930 casos prováveis de febre chikungunya, o que representa uma taxa de incidência de 83,4 casos para cada 100 mil habitantes. A redução é de 34,2% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 261.645 casos. A taxa de incidência no mesmo período de 2016 foi de 127 casos/100 mil/hab.. Neste ano, foram confirmados laboratorialmente 99 óbitos. No ano passado todo, foram 204 mortes confirmadas, o que indica uma redução de 51,4%.
A região Nordeste foi a que apresentou o maior número de casos prováveis (130.910 casos; 76,1% em relação ao total do país). Em seguida aparecem as regiões Sudeste (22.789 casos; 13,2%), Norte (14.888 casos; 8,6%), Centro-Oeste (3.081 casos; 1,7%) e Sul (262 casos; 0,1%). Entre as Unidades da Federação (UFs), destacam-se Ceará (1.187,4 casos/100 mil hab.) e Roraima (673,2 casos/100 mil hab.)

ZIKA – Até 02 de setembro, foram registrados 15.586 casos prováveis de Zika em todo país, uma redução de 92,6% em relação a 2016 (211.487). A incidência reduziu 92,5%, passando de 102,6 em 2016 para 7,6 neste ano.
As regiões que apresentam maiores taxas de incidência são Centro-Oeste e Norte, com 35,9 casos/100 mil hab. e 13,9 casos/100 mil hab., respectivamente. Entre as UFs, destacam-se Tocantins (62 casos/100 mil hab.), Mato Grosso (59,4 casos/100 mil hab.) e Goiás (53,3 casos/100 mil hab.).

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Site Prefeitura De Nova Esperança/PR

Site da prefeitura de Nova Esperança está de volta ao ar Link:   Nova Esperança/PR Veja Também: Política: Os Eleitos E Seus Desafios Nova Esperança/PR - Secretários Municipais (2013-2016) Nova Esperança/PR: O Que Gerson E Fábio Terão Pela Frente Nova Esperança/PR: Irritação Dos Funcionários Públicos Nova Esperança/PR: Colocando A Casa Em Ordem Só Por Querer, Já Mereceu Meu Voto Nova Esperança/PR - História Uma Nova Esperança Nova Esperança/PR: Uma Herança De Problemas Nova Esperança/PR ┼ 2004-2012 ┼

Beto Richa e Ratinho inauguram Contorno de Mandaguari

Mandaguari/PR - Acompanhado do deputado Ratinho Junior, o governador Beto Richa inaugurou nesta quinta-feira o Contorno de Mandaguari, na BR-376, uma das maiores obras de infraestrutura das últimas duas décadas na região. A obra tira o tráfego de 12 mil veículos diários de dentro da cidade, reduzindo os congestionamentos e os acidentes. A rodovia ganhou cerca de 10 quilômetros de pistas duplicadas, com duas faixas cada. Beto Richa vistoriou o contorno em um calhambeque 1929 de um empresário de maringaense. O nome do contorno será Antonio da Rocha Bittencourt, em homenagem a um morador da cidade de Mandaguari. A proposta deverá ser aprovada pela Assembleia Legislativa. Um acordo entre o governo do Estado e a concessionária Viapar viabilizou a construção do contorno de Mandaguari, obra que deveria estar pronta desde 2008. “Nós entendemos a necessidade da obra para Mandaguari. Nosso governo fez a sua parte e hoje temos a alegria de inaugurar essa obra belíssima”, afirmou Richa. O investi...

Dinheiro, Cuide Dele

Dinheiro é problema ou solução? A resposta é: depende da relação que se tem com ele. Para quem tem disciplina e evita contrair dívidas, dinheiro pode significar a realização de um sonho. Por outro lado, se for mal gerenciado, só traz dor de cabeça. como cuidar melhor de sua renda, evitar contrair longas dívidas e aproveitar melhor os benefícios que uma vida financeira estável pode proporcionar. Trace objetivos “Primeiramente a pessoa tem que definir o objetivo, o sonho que ela quer realizar com seu dinheiro, para não sair gastando em coisas que não agregam valor ou que não sejam importantes. Se ela definir que quer viajar no fim do ano, ela tem de guardar o dinheiro para evitar dívidas e juros”, ensina o educador financeiro Edward Cláudio Júnior. Fuja das dívidas “É fundamental ter em mente que é preciso gastar menos do que se ganha. Elaborar um orçamento e cumpri-lo. Haverá necessidade de ter disciplina, mas isso pode ser apenas uma questão de tempo. Em muitos c...